A Polícia Federal (PF) indiciou o perito Eduardo Tagliaferro pelo vazamento de conversas de servidores dos gabinetes do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A PF imputa a Tagliaferro o crime de violação de sigilo funcional com dano à administração pública. Ele foi chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE.
Investigação e Acusações:
- A PF afirma que mensagens obtidas no inquérito comprovam a "materialidade" do crime.
- O delegado Thiago Batista Peixes concluiu que o objetivo da divulgação das conversas foi "desacreditar" o Judiciário e "macular a honra e a imparcialidade" dos ministros do STF.
- A investigação foi associada ao inquérito das fake news, que apura ataques, ofensas e ameaças aos ministros.
Defesa do Indiciado:
- O advogado Eduardo Kuntz, que representa o perito, reiterou que ele não foi o responsável por repassar as conversas.
- Tagliaferro atribuiu o compartilhamento das conversas à Polícia Civil de São Paulo.
Próximos Passos:
- Após receber as conclusões da Polícia Federal, o ministro Alexandre de Moraes deu 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhar seu parecer.
- A PGR deve dizer se há ou não elementos para oferecer uma denúncia criminal contra Tagliaferro.
- O órgão também pode pedir diligências complementares se considerar que as provas reunidas são insuficientes.